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12 de setembro de 2013

Santiago-Chile a Mendoza-Argentina, de carro...

Quando resolvemos fazer a travessia de 400km entre Santiago a Mendoza de carro surgiram milhares de dúvidas na minha cabeça. E as poucas informações que encontrei online acabaram não ajudando em muita coisa. Além do mais, o período que escolhemos para cruzar a fronteira ainda era inverno e corria o risco da estrada estar fechada devido a nevascas que poderiam ocorrer nos Andes. Mesmo assim, fomos na cara e na coragem e tudo deu mais ou menos que certo no final.
Para conseguir cruzar a fronteira com carro alugado, primeiro você precisa de uma documentação especial como se fosse um Visto do automóvel. O prazo para conseguir essa documentação é por volta de 1 semana e quem dá entrada é a Locadora do veículo. Nós alugamos com a Econorentdiretamente no balcão do aeroporto de Santiago e quem nos atendeu foi o Julio, super simpático e prestativo e até falava um portunhol.
Documentação necessária para aluguel do carro:
- Carteira de motorista (Não precisa ser a internacional) de todos os possíveis condutores do veículo.
- Cartão de crédito internacional
- RG ou passaporte da pessoa que estará assinando o contrato de locação.
- Saber por onde você irá sair do país e por onde irá retornar para os “tramites del cruce”. No nosso caso, foi o Paso de los Libertadores, Ruta 7.
Uma semana depois, fomos retirar o carro no dia que pretendíamos fazer a travessia e descobrimos que as estradas estavam fechadas por causa de uma nevasca no dia anterior. Sendo assim, perdemos um dia zanzando por Santiago e rezamos para que no dia seguinte a estrada fosse liberada. Para adiantar, saímos de Santiago no fim do dia e dirigimos até a cidade Los Andes e dormimos lá na esperança de que no dia seguinte, conseguíssemos cruzar a fronteira. E no dia seguinte, um milagre de deus! Tempo limpo, sol na cabeça, estrada liberada e seguimos nós p/ a road trip mais esperada do ano.
A estrada é muito boa e todos os trechos são asfaltados. Percebemos que até os carros mais vagabundos estavam andando pela estrada. Ou seja, alugamos um 4×4 de alegre e rasgamos dinheiro. Qualquer celta faria o trajeto numa boa. Chegando perto da aduana, começam as famosas curvas conhecidas como “Los Caracoles”. São uma sequência de 19 curvas super fechadas, mas todo mundo sobe/desce num passo de tartaruga, então oferece perigo nenhum. Aí você também começa a ver uma fila interminável de caminhões de carga esperando para passar pela alfândega. Ignore a fila dos caminhões e siga margeando com cuidado o quanto der “furando” a fila. Todo mundo faz isso e a fila que você pega é diferente do que eles pegam, então fique tranquilo que você não está dando uma de espertalhão fura-fila.
Chegando na alfândega você entrega os milhões de documentos que a locadora te entregou e reza pra não faltar nada. Um dos nossos amigos perdeu o papel de entrada/saída do país, aquele que carimbam no aeroporto, e levamos um chá de cadeira para conseguir liberar a saída dele no país. Depois, revista nos carros, pediram para abrir algumas malas, mas tudo tranquilo e seguimos em frente. Perde-se mais ou menos 1 hora nessa brincadeira. Na ida não tivemos que sair do carro para quase nada, mas na volta tivemos que estacionar, descer, pegar filas na imigração, carimbar mil coisas em 5 cabines diferentes, pagar pedágio, etc.
Saindo de lá, já fica o Aconcagua, o ponto mais alto do hemisfério Sul. Não conseguimos entrar/parar porquê perdemos a saída e a sinalização também não estava toda evidente por causa da neve. Desencanamos e paramos no “Puente del Inca“, uma ponte natural de rocha formada em cima do Rio Las Curvas. Existe uma lenda de como surgiu essa ponte, mas não vou contar pq não estou com saco não é o objetivo desse post.
Seguindo mais em frente, têm a pequena estação de Ski Los Penitentes. Se você tiver tempo, quer brincar na neve dá p/ fazer um ski-bunda rapidinho. A partir daí, não tem mais nenhum ponto turístico para parada, somente alguns vilarejos já chegando próximo de Mendoza, mas a paisagem no caminho é fenomenal e vale muito a pena.
A estrada da volta é exatamente a mesma, então as paisagens são iguais também. Se você tem condições $$$ p/ alugar um carro em um país e devolver em outro, faça isso.
Resumindo, se você pretende fazer isso no inverno, caso tenha nevado pouco, correntes são necessárias. Se nevou muito, a estrada fecha mesmo, e não interessa que tipo de carro você tem. NINGUÉM SOBE! Não dá p/ saber quando as estradas estarão fechadas ou abertas. Só se sabe com mais ou menos 1 dia de antecedência. Nós perdemos 1 dia da nossa viagem por conta disso. Se vale a pena?



                                                                    Puente del Inca

Falha nossa: Saímos de Santiago sem mapa nenhum. Super difícil de conseguir comprar um mapa rodoviário por lá. Fomos na raça, confiando num “mapa” que o tio da banca desenhou um pedaço de caderno. Mas as estradas são razoavelmente bem sinalizadas, nos perdemos mais pra sair de Santiago, mas na estrada mesmo foi sussa. Siga sempre pela ruta internacional 7.
Data da viagem: 5 de setembro.
Temperatura: Nos pontos mais altos, como por exemplo a aduana, -5 graus. Nos pontos mais próximos das cidades, por volta de 10 graus.
Horas de estrada: Aproximadamente 7 horas. Alguns trechos da estrada perto de Santiago estavam em reforma, então rolava um trânsito. Programe-se para perder o dia todo na estrada, apesar de ser somente 400 km.
Aluguel do carro: 85 USD por dia aproximadamente. Suzuki Grand Vitara 4×4 com correntes, ano 2009.
Preço da documentação do carro: 150 USD aproximadamente.
Gasolina: Mais ou menos 150 USD de gasolina p/ 4 dias (rodamos bastante). Abasteça antes de entrar nos Andes, não tem postos de gasolina por lá. Xixi? Ao natural.
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19 de junho de 2013

CRISTAL DE MURANO









O cristal Murano tem sido um famoso produto da ilha Veneziana de Murano por séculos.
Pelo século X se tornou uma conhecida cidade de comércio. Hoje Murano permanece como destino para turistas e amantes de arte e de joalheria.
Antigamente, a arte de modelar o vidro era dominada por uma elite de artesãos da República Veneziana, mais notadamente da Ilha de Murano.

Murano era um porto comercial por volta do século 7 e no século 10 havia se tornado um próspero centro de comércio possuindo sua própria moeda, força policial e uma aristocracia comercial. Em 1291, a República Veneziana ordenou aos artesãos de vidro que transferissem seus fornos para a ilha de Murano,  pois havia o temor de um incêndio em Veneza, nesta época construída basicamente de madeira, provocado pelas altas temperaturas dos fornos.

Os artesãos se tornaram a nata da população da ilha. Gozavam de imunidade judicial. No século 14 as filhas dos artesãos obtiveram permissão de se casarem com os nobres de sangue azul das famílias venezianas.

Tal regalia ocultava um propósito:os artesãos de vidro não tinham permissão de sair dos limites da República. Se um deles resolvesse estabelecer-se fora dos limites da República corria o risco de ser assassinado ou de ter as mãos decepadas pela polícia secreta. Entretanto, muitos desertores conseguiram fugir.

O que fazia os artesãos de Murano serem tão especiais? Inicialmente eles eram os únicos na Europa que sabiam como fazer um espelho. Também desenvolveram e aperfeiçoaram tecnologias para a fabricação de vidro cristalino, esmaltado (smalto), com fios de ouro (aventurine), multicolorido (millefiori), leitoso ( lattimo) e imitações de gemas preciosas feitas de cristal. Eles virtualmente monopolizaram a fabricação de cristais por séculos até que artesãos da Europa central e do norte introduziram novas técnicas e designs ao mesmo tempo em que imigrantes levaram a tecnologia para o Novo Mundo.

Murano ainda é um exportador de produtos tradicionais como espelhos e objetos de cristal. Suas fábricas produzem peças modernas: pesos de papel, contas de cristal, colares, adereços e joalheria em cristal. Ao nível de varejo há uma ênfase aos objetos de design artístico.

"O que REALMENTE está por trás das manifestações no Brasil?"



Os protestos que vêm ocorrendo no Brasil vão além do aumento de R$ 0,20 na tarifa dos transportes públicos.
O Brasil está experimentando atualmente um colapso generalizado em sua infraestrutura. Há problemas com portos, aeroportos, transporte público, saúde e educação. O Brasil não é um país pobre e as taxas impostos são extremamente altas. Os brasileiros não veem razão para uma infraestrutura tão ruim quando há tanta riqueza tão altamente taxada. Nas capitais, as pessoas perdem até quatro horas por dia no tráfego, seja em automóveis ou no transporte público lotado que é realmente de baixíssima qualidade.
O governo brasileiro tem tomado medidas remediadoras para controlar a inflação apenas mexendo nas taxas e ainda não percebeu que o paradigma precisa compreender uma aproximação mais focada na infraestrutura. Ao mesmo tempo, o governo está reproduzindo em escala menor o que a Argentina fez há algum tempo atrás: evitando austeridade e proporcionando um aumento com base em interesses da taxa Selic, o que está levando à inflação alta e baixo crescimento.

Além do problema de infraestrutura, há vários escândalos de corrupção que permanecem sem julgamento, e os casos que estão sendo julgados tendem a terminar com a absolvição dos réus. O maior escândalo de corrupção da história do Brasil finalmente terminou com a condenação dos réus e agora o governo está tentando reverter o julgamento usando de manobras através de emendas constitucionais inacreditáveis: uma, o PEC 37, que aniquilará os poderes investigativos dos promotores do ministério público, delegando a responsabilidade da investigação inteiramente à Polícia Federal. Mais, outra proposta busca submeter as decisões da Suprema Corte Brasileira ao Congresso – uma completa violação dos três poderes.

Estas são, de fato, a revolta dos brasileiros.

Os protestos não são movimentos meramente isolados, unificados ou badernas de extrema esquerda, como parte da imprensa brasileira afirma. Não é uma rebelião adolescente. É o levante da porção mais intelectualizada da sociedade que deseja pôr fim a esses problemas brasileiros. A classe média jovem, que sempre se mostrou insatisfeita com o esquecimento político, agora “despertou” – na palavra dos manifestantes."

(texto da CNN)

Eu e minha irmã Valéria, festando claro!

Eu e minha irmã Valéria, festando claro!
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