9 de novembro de 2010

Absoluto

Quero que saibas
o quanto me és caro,
ainda que incompreendido.
Seu conforto me é imprescindível.
Sua suavidade desliza em meu ser,
Rende meus sentidos.
Nada de propósitos sexys,
Aparições performáticas
Ou flashes vulcânicos.
Quero apenas essa sutilidade
que é o encontrar de minha pele
com sua insistência macia e premente.
Sua simplicidade
Rompe minhas complexidades
que, largadas nesse deleite,
às portas de modorra,
contrario um delírio coletivo
de noites ‘calientes’ em tramas incandescentes.
Encontros noturnos, serenos, singelos.
Já quis te substituir.
Em vão.
Seus personagens, instrumentos musicais
Embalam meu repouso.
Atando-me a ti.
Não consigo te deixar
Porque sinto que já somos
Coexistentes.
Eu, o luar das noites
O mistério dos silêncios
E você,
Meu amado e velho pijama.

(Carmen Eugenio)
 
Fiz para meu velho e bom pijama, que tenho há muitos anos.
De algodão com  estampa de ursinhos, coelhinhos e elefantinhos que estão tocando instrumentos musicais....

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