6 de fevereiro de 2010

Milhares de Aplausos para Beatriz Milhazes

Imaginem uma artista plástica brasileira que a partir dos anos 1990, destaca-se em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e integra acervos de museus como o MoMa, Guggenheim e Metropolitan em Nova York....
Seu nome: Beatriz Milhazes.
Uma trajetória feita de talento e estratégias de galeristas que alavancou a artista  ao topo do mercado de arte nos dias de hoje e a faz vender quadros com preços entre US$ 50 mil e US$ 250 mil. Números que colocam a artista carioca ao lado dos mais bem-sucedidos nomes da produção contemporânea. Sorte? Mágica? Não. A história da pintora revelada junto à Geração 80 tem mais passagens de disciplina, suor e dedicação do que exatamente poderes mágicos.
 Sua obra tem por principal característica a pesquisa de novas técnicas e materiais, corte e colagem  inspirada na monotipia das gravuras , faz referências ao barroco, à obra de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994), à padrões ornamentais e à art deco, entre outras. Entre 1997 e 1998, é artista visitante em várias universidades dos Estados Unidos.  (Fonte: Itaú cultural)
Uma  das obras da artista plástica carioca Beatriz Milhazes (1960) alcançou o valor de US$ 8,3 mil na Christie’s (uma das mais famosas sociedades de leilão do mundo, em Londres) maior do que a escultura “Bicho” da mineira neoconcreta Lygia Clark (1920-1988) ambas brasileiras.
Em julho de 2008 a tela "O Mágico” foi leiloado na Sotheby’s, em Nova York por US$ 1,049 milhão.


A cor é um elemento fundamental na obra de Beatriz Milhazes. A abstração geométrica, o carnaval são constantes nessa alusão ao modernismo, ao concreto , à op e pop art. Beatriz pinta flores, arabescos, alvos e quadrados sobre uma superfície de plástico, e então, os  transfere para a tela. Nas colagens, sobrepõe camadas de cor utilizando-se de papéis de bala e sacolas de compras, criando uma harmonia de excessos, cujo impacto pictórico espelha a sua pintura.
Utiliza o 'médium acrílico' e pinta cada uma de suas formas geométricas nesses pedaços de plástico para depois os reunir em grandes telas, como um grande decalque.
São cerca de oito telas por ano, em média, que podem levar de três semanas a um ano para ficarem prontas.

Em 2004, Beatriz recebeu um novo desafio: participar de um projeto de arquitetura. O resultado foi um paredão de vidro de 30 m x 40 m ocupando sete andares da tradicional loja britânica Selfridge’s, em Manchester. A experiência deu tão certo que já se repetiu em escalas diferentes no metrô de Londres, na Tate Modern, também na Inglaterra e e na Taschen, em Nova York.

“Era como se fosse uma missão, comecei com 20 anos e nunca tive dúvidas. É muito importante ter a sobrevivência organizada, mercado é conseqüência”, ensina Beatriz Milhazes

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